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Nível 2 – Porta de Entrada

O mundo digital funciona de forma completamente diferente do mundo físico. Interessante essa frase, não é?

Mas para você entender melhor na prática, vamos para o seguinte exemplo:

Sabemos que não é o ideal, mas mesmo que você não faça um planejamento mínimo e simplesmente alugue um ponto físico, coloque prateleiras balcões e produtos, e espere as pessoas aparecerem para comprar alguma coisa, você e eu sabemos que alguma coisa será vendida, mais cedo ou mais tarde.

No entanto, será que o mesmo vale para um site ou uma loja online?

Em outras palavras, se você criar e disponibilizar um site ou uma loja online, e não fizer absolutamente nada para atrair as pessoas até seu site ou loja online, você conseguirá fazer alguma venda?


Muito provavelmente, não.

Na verdade, o que acontece é que existe um grande número de pessoas que até gastam cerca de 10, 20, 30 mil reais em um site, ou até mais na construção de um site, e acabam não conseguindo os resultados desejados.

E o problema que resulta nesses casos ruins, na maioria das vezes, é que as pessoas tentam fazer as coisas no mundo virtual, da mesma forma que fazem no mundo físico.

Ou até pior..

Muitos empresários sabem que para montar uma empresa, precisam gastar algumas dezenas ou até centenas de milhares de reais. Porém, para criarem um site, uma loja online ou um aplicativo, por exemplo, não querem gastar quase nada.

Como resultado, acabamos vendo diversos sites e aplicativos que são tão ruins e difíceis de se utilizar que as pessoas saem do site quase no mesmo momento que entram, ou fecham o aplicativo antes mesmo de sequer encontrarem o produto que gostariam de comprar.

E como ficou depois da pandemia de COVID-19?

Depois do surgimento da pandemia, como você sabe, uma consequência direta do isolamento social é que as pessoas passaram a ter a internet como principal canal de fazer compras (e diversas outras coisas, como estudar, fazer reuniões etc.).

Assim, se um grande número de pessoas passa a comprar quase que somente através da internet, o que se espera é que as empresas que antes tinham receio de investir em seus canais digitais, agora invistam pesado. Concorda?

Em outras palavras, se sua empresa para conseguir sobreviver precisa vender, e para vender precisa da internet, então “investir em internet” tem que ser uma prioridade. Não é verdade?

Mas, curiosamente, isso não tem acontecido.

O que se vê, quando comparamos o que lemos nos jornais e revistas com o que vemos acontecer nas pequenas empresas que nos são mais próximas, é que enquanto quem já investia consideravelmente em soluções digitais para vender e se relacionar com os clientes, passou a investir muito mais.

Já as empresas (principalmente as pequenas) que não investiam em soluções digitais, cotinuaram sem investir, ou fazendo somente o mínimo do mínimo.

Como resultado, enquanto o iFood, por exemplo, que antes atuava somente com alimentos, expandiu o raio de atuação e passou a atuar também no setor farmacêutico, vemos diariamente nos status de empresas no WhatsApp informando: “WhatsApp congestionado, tenham paciência”.

Ou até mensagens automáticas que “explodem na sua cara” quando você manda um “oi” para um WhatsApp de alguma farmácia, dizendo: “Regras dessa conversa: se você passar 10 minutos sem responder, passaremos para o próximo cliente”.

Veja que, se uma pessoa não consegue atender dois ou cinco clientes ao mesmo tempo, pelo whatsapp, por exemplo, um site ou um aplicativo consegue atender 10, 100, 1000 ou até muito mais clientes ao mesmo tempo.

Mas, novamente, não é só disponibilizar um site ou um aplicativo para seus clientes. É necessário trabalhar para que a experiência do seu cliente, ao utilizar seu site ou seu aplicativo, seja a melhor possível.

O ideal, na verdade, é que seu cliente tenha uma experiência muito melhor ao utilizar seus canais digitais, que a experiência que ele tem ao utilizar seus canais físicos – pelo menos na maioria das vezes.

Uma gigantesca oportunidade perdida

Flávio Augusto da Silva é um bilionário que, em sua juventude, morava no Rio de Janeiro e ficava horas em ônibus lotados para se deslocar entre casa e trabalho. Esta informação você pode encontrar em muitos dos milhares de vídeos dele disponíveis da internet, onde ele ensina gratuitamente muitos dos aprendizados que ele adquirira em sua vida.

Um desses aprendizados e fator muito importante que o fizera ter grande sucesso sucesso logo na sua primeira empresa, a Wise UP, é que ele ele não esperava seus clientes aparecerem “magicamente” batendo à sua porta pedindo para comprar seus produtos/serviços, assim como seus concorrentes faziam.

Ele percebeu que a grande maioria das pessoas que de fato queriam aprender a falar a língua inglesa, na verdade, raramente buscavam as escolas.

Essas pessoas ficavam em casa dizendo para si mesmas: “Quando tiver um tempo, eu vou lá”.

Sabe o que Flávio Augusto fez? Ele não esperou que as pessoas batessem à sua porta e ele mesmo foi em busca das pessoas. Fazia, inclusive, metas sobre o número de pessoas que deveria visitar diariamente.

Legal, não é?

Mas sabe o que isso tem a ver com o mundo digital?

Tem a ver que esse  trabalho de ir em busca das pessoas é muito mais fácil, rápido e escalável através do mundo digital, que através do mundo físico.

O Flávio não tinha como fazer isso na época da fundação da sua primeira empresa, porque ela foi fundada em 1995. Hoje, no entanto, a realidade é bem diferente.

Pense comigo: é mais fácil visitar 30 casas em um dia, ou gravar um vídeo, colocá-lo no youtube e enviar um e-mail com o link com um texto de apresentação para 30 clientes?

Você pode inclusive enviar esse e-mail para 50, 100, 1000 pessoas (ou até muito mais), praticamente no mesmo instante.

Claro que uma apresentação pessoal é bem mais impactante que um e-mail com um vídeo… Mas em cada situação existem pontos positivos e negativos.

Em uma visita pessoal o cliente pode não estar disponível para receber você, ele pode não dar a atenção que você precisa, o ambiente pode não ser o ideal para uma conversa etc.

Já um e-mail pode ser lido no final do dia, quando o cliente chega em casa e está em um momento de maior relaxamento e, consequentemente, mais aberto para novas ideias.

Além disso, um outro ponto positivo de comunicar-se por e-mail, é que você não precisa resumir a apresentação a apenas um encontro. Você pode dividir o conteúdo em três e-mails diferentes, e enviá-los ao longo da semana, o que deixará você/sua empresa mais próxima do dia a dia do cliente/prospect.

Inclusive, quanto maior for a sua participação no dia a dia dos seus clientes, mais próximos eles se sentirão a você, e provavelmente mais confiarão em você, pois tendemos a confiar mais nas pessoas com quem mais convivemos.

E por falar nisso, você sabia que as pessoas tendem a comprar mais daqueles em quem mais confiam?

Então veja a grande oportunidade que empresas que não investem verdadeiramente em canais digitais estão perdendo!