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Nível 1 – Organização

Já é bem conhecido aquele ditado que diz: “Quanto mais alto, maior a queda”. O interessante é que, assim como ele se aplica para muitas situações no nosso dia a dia, também se aplica às nossas empresas.

Lair Ribeiro, autor de diversos best-sellers sobre sucesso pessoal e profissional, diz o seguinte: “Alcançar o sucesso é simples: basta fazer o que é preciso fazer. O problema é que as pessoas não estão dispostas a fazer o que precisa ser feito”.

Nesse sentido, não é muito difícil encontrarmos empresários que tenham alguns desses pensamentos:

“Ahh, se todo mundo está fazendo assim, eu também vou fazer assim.”

“Todos fazem assim e nunca tiveram problemas, então eu também farei dessa mesma forma.”

“Para se ter uma empresa, não é preciso estudar. Conheço muitas pessoas que nunca fizeram uma faculdade, e hoje têm uma excelente qualidade de vida, ou até mesmo são milionários ou bilionários.”

Mas será que essas afirmações são verdades absolutas?

Se contestá-as pode nos trazer novas ideias que possam melhorar sua empresa ou sua vida, ao menos um pouco, então convido você a fazer algumas contestações…
Vamos lá?

Não faça igual a todo mundo

Para contestarmos o primeiro pensamento, preciso que você responda a seguinte pergunta: todas as pessoas que você conhece são milionárias ou possuem um excelente padrão de vida, além de também se considerarem realizados e felizes no seu relacionamento familiar?

Você muito provavelmente dirá: “Mas é claro que não”.

Exatamente. Mas eu fiz essa pergunta para ficar o mais nítido possível na sua mente que, se a maioria das pessoas age da mesma forma, então a maioria das pessoas tende a conseguir os mesmos resultados. Concorda?

Vamos agora aplicar esse raciocínio a uma situação envolvendo empresas.

Digamos que você seja empresário/empresária e tenha uma papelaria.

Se produtos e serviços forem iguais aos dos seus concorrentes (preço, atendimento, entrega etc.), então tanto faz as pessoas comprarem na sua empresa ou comprarem em qualquer outra.

No entanto, quanto mais seus produtos e serviços forem diferentes dos seus concorrentes (preço mais baixos, melhor atendimento, maior agilidade na entrega etc.), maior a probabilidade de as pessoas comprarem na sua empresa, em vez de comprarem aos seus concorrentes.

Faz sentido?

Então veja que fazer o que todo mundo faz, definitivamente, pode não ser sempre a melhor solução.

Seus concorrentes não saem gritando aos quatro ventos quando se prejudicam

Para falar sobre o segundo raciocínio popular (“Todos fazem assim e nunca tiveram problemas…”), vou abordar um exemplo na área de contabilidade fiscal, especificamente voltada para o varejo.

Vamos lá?

Conforme comentamos nesse artigo (LINK 1), há 20 ou 30 anos, existiam casos em que empresários, ao receberem a nota fiscal da mercadoria comprada para revenda, rasgavam essa nota para não apresentá-la ao seu contador, e como consequência não pagarem os impostos cabíveis.

O curioso é que hoje em dia ainda existem empresários que fazem a mesma coisa.

O problema é que antigamente as notas fiscais eram em papel, e era quase impossível um fiscal descobrir quando alguém rasgava alguma nota.

Hoje, porém, a situação é completamente diferente. Hoje em dia, as notas fiscais são eletrônicas, de forma que aquele papel que você recebe é meramente uma cópia resumida, que inclusive nem se chama nota fiscal, mas DANFE (Documento Auxiliar da Nota Fiscal Eletrônica).

Vou mais além: veja que você só consegue imprimir a nota se aparecer lá no seu sistema uma mensagem informando que ela está autorizada, não é verdade?

Então… Esse “autorizada” só aparece quando o arquivo digital (a nota fiscal eletrônica em si) já está no computador servidor da Sefaz. Ele (o servidor), inclusive, é quem avisa se a nota está autorizada ou não.

Dessa forma, antes mesmo de seu fornecedor imprimir o DANFE na impressora dele, a Sefaz já sabe que você fez aquela compra.

Depois disso tudo, ainda faz sentido rasgar aquele simples papel que vem com as mercadorias?

Claro que não, concorda?

Pois é. E mesmo assim ainda existem empresários que fazem isso. E eles o fazem justamente sobre a seguinte alegação: “Conheço outros que fazem isso, e nunca tiveram problema. Então eu vou continuar fazendo”.

É aqui onde eu pergunto: se seu concorrente for multado pela Sefaz por esse ou outro tipo de prática incompatível com o que a Sefaz espera, ele virá correndo te contar?

Eu acho que não…

Então “se liga aí” nessa dica: o problema é que as pessoas querem continuar agindo como no passado.

Quando alguém faz esse tipo de prática, é como se a Sefaz estivesse dizendo: “Coitado, acha que eu não estou vendo. Logo chegará a vez dele”.

Então, a primeira coisa que você precisa fazer é entender como a Sefaz e a Receita fiscaliza você, pra não ficar cometendo esses “vacilos” e “se dar mal” mais tarde.

Se outros dizem que “conhecimento é a melhor arma”, aqui eu digo a você que o “conhecimento é a sua melhor defesa”.

Curioso que é justamente sobre conhecimento que vamos conversar no próximo tópico. Olha que legal…

Então: para ser empresário/empresária, é preciso estudar?

Vou começar aqui modificando a pergunda e dando uma resposta logo de cara.

Pergunta: Para ser empresário/empresária, é preciso fazer faculdade?

Resposta: Não.

No entanto, fazer faculdade e estudar são duas coisas bem diferentes.

Veja que muitas pessoas podem cursar toda uma graduação em Administração de Empresas, não se dedicar de verdade aos estudos e, quando “concluir” a faculdade, não saber de absolutamente nada.

Por outro lado, outra pessoa pode se especializar em gestão financeira, de forma a conseguir calcular o preço de venda ideal de cada produto da sua empresa, de forma a garantir que você não terá prejuízos e conseguirá uma boa margem de lucro em todas as vendas.

Se você fosse contratar uma pessoa, qual das duas você contrataria?

A para montar uma empresa e ser empreendedor, qual das duas você acha que está mais preparada?

Então veja que você precisa sim estudar para criar uma empresa e levá-la ao sucesso. Você precisa se preparar para isso. Porém, isso não significa que você precisa fazer uma faculdade para tal.

No entanto, o que acontece muitas vezes no Brasil e no mundo é que há uma crença que para ser empresário/empresária e criar uma empresa, basta alugar um ponto físico, comprar balcões e prateleiras, preencher o interior com produtos e esperar as pessoas entrarem.

E o pensamento é mais ou menos assim: “Calcular o preço de venda? Não preciso estudar para isso? Não preciso de orientações. Meu vizinho me ensinou que basta eu colocar 30, 40 ou 50% em cima de tudo que está resolvido (ou meu pai sempre fez assim e sempre deu certo, então continuarei fazendo assim)”.

“Basta eu me basear pela concorrência”, muitos também dizem.

Mas agindo dessa forma, das duas uma: ou a empresa fecha as portas (mais cedo ou mais tarde), ou serve de âncora na vida do empresário/empresária, onde em vez de ter uma vida de sonhos, você passa a vida sendo escravo/escrava do seu empreendimento, não tendo hora para entrar ou sair da empresa, e vivendo sempre no mesmo padrão de vida, sem nunca crescer.

Não  é isso que eu quero para você, e acredito fortemente que também não é isso que você quer para você.

Então, por que Organização é importante para a Transformação Digital?

Simples, rápido e prático: passar pelo processo de Transformação Digital faz com que sua empresa cresça e aumente as vendas de forma completamente diferente das empresas tradicionais, isso porque sua empresa passa a utilizar todo o poder das Tecnologias Digitais para conseguir e fidelizar clientes.

Em outras palavras, imagine que na venda de cada produto, você tem 1 real de lucro.

Na sua cidade você vende 100 unidades, e se você colocar uma loja online, você vende 100 mil unidades para todo o Brasil.

As vendas na sua cidade renderão 100 reais em lucro para você, e as vendas na  loja online renderão 100 mil reais de lucro para você. Concorda?

Então, digamos que você não se preocupa em calcular corretamente o preço de venda dos seus produtos e, em vez de 1 real de lucro, você acabe tendo 1 real de prejuízo e não percebe (o que é muito comum acontecer).

Nas vendas da sua cidade, você terá 100 reais de prejuízo. Mas nas vendas para todo o Brasil, você terá 100 mil reais de prejuízo.

Percebeu o impacto?

Então… Vamos aparar as arestas e nos organizar antes de a gente começar a decolar?